De que adianta, nesta vida, acreditar? Em quê adianta nesta vida acreditar? De que adianta essa fé em algo, ou alguém, se na noite interior - da alma - os gritos voltam, frutos de um eco de frias paredes?
A desilusão é como um fel: envenena o corpo e tinge as lágrimas de dores seculares, que se repetem em ciclos de perdas sem fim. Perdemos tempo, perdemos pessoas, perdemos a nós mesmos. E o que se ganha com isso?
Vazio.
A solidão não é estar sozinho, e sim em vã companhia, que rouba o silêncio e nada têm a dizer. Mastiga os silêncios e cospe claustrofóbicas frases banais. E grita, e briga e luta sozinho contra algo que a muito já o venceu... E nos arrasta para o combate com entusiasmo febril, para ao fim, ter o egoísta alívio de dividir as dores e as culpas, como se fizéssemos parte dum falido exército marchando rumo ao eminente fracasso. Ou ao nada.
E eu repito, de quê adianta?! Se todo esse lamento fosse bálsamo, poderia consolar ao menos aos que ferimos nesse combate e ainda assim não desistem de nós. Não desistem da - já perdida? - batalha.
E a guerra, ah, essa sim, mal começou.
"A solidão não é estar sozinho, e sim em vã companhia (...)"
ResponderExcluirPronto.