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| Foto: Mônia R. |
(...) Quando ficava sozinha, ela ás vezes ficava parada olhando os espaços, como se houvesse um sol a se pôr no estio, mesmo que fosse quatro da manhã, ou estivesse chovendo, ou seus olhos estivessem fechados; de medo ou alumbramento, ou de solidão talvez. Penso, mesmo, que ela procurasse, naquele sol que criava na retina, o calor da presença que gostaria de sentir ao seu lado. Do lado esquerdo. Parado, apenas. A existir, só. Não precisaria ser nada. Nem lindo, nem bom, nem eterno. Apenas estar alí e se dar a ela como ela se daria, toda, àquele momento, porque era fogo. Consumia e virava cinza. Depois... depois, era depois.

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