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Hoje foi um
dia bastante esquisito. Esperei o telefone tocar o dia todo, e ele não tocou. E
acho que não vai tocar. Nenhum sinal de vida. Nem respostas, nada. E a cabeça
lá... e o corpo aqui, na segunda feira da vida. E tudo mais aquilo que a
acompanha: o trabalho, a razão, as desilusões. Mas o telefone, nada.
Fico
tentando fugir. Escapar de qualquer jeito, por que não sei lidar com tudo isso.
Pensei que chegar em casa exausta me faria dormir, mas me enganei. Foi entrar
aqui, e te saber não. Foi triste. É triste,
isso que é. E eu achei que se ficasse imóvel, me alienando com um desenho
animado e alguma coisa para mastigar fossem me vencer no cansaço. Mas não
também, pelo jeito. Hoje alguma coisa de
muito siso e pouco riso mantém a criança quieta, e martela a cabeça e o peito
por dentro, bem forte, toc toc toc batendo. Escrevi essas coisas desordenadas por
que queria muito escrever pra ver se pára. Se pára de bater, se pára de pensar,
se pára esse não você aqui.
Não ajudou
grande coisa, mas deixe estar. Quem sabe em meio a esses pensamentos eu
encontre uma grande máxima, ou então componha um sambinha que se acerte com o
batuque aqui de dentro.
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